Tratamento cirúrgico é a única forma de corrigir o problema, e pode ser realizado por metodologias minimamente invasivas
A hérnia umbilical é resultado do enfraquecimento da musculatura abdominal, mais precisamente no local da cicatriz umbilical. O problema surge quando se forma um abaulamento na região do umbigo devido ao extravasamento de algum órgão ou tecido interno pelo orifício herniário.
Embora possa aparecer também em adultos, a hérnia umbilical é frequente em recém-nascidos e crianças pequenas. A condição aparece por conta do não fechamento da musculatura por onde passava o cordão umbilical e, normalmente, desaparece com fechamento espontâneo antes dos dois anos.
A região da musculatura próxima ao umbigo é naturalmente mais fraca por ter abrigado o cordão umbilical, por isso algumas pessoas que não tiveram uma cicatrização completa após a queda do cordão podem apresentar a hérnia umbilical.
Além disso, caso o indivíduo force demais a região abdominal ao longo da vida e reúna fatores de risco para o problema, a hérnia umbilical pode se desenvolver. Algumas causas importantes são:
- Carregar excesso de peso;
- Praticar exercícios físicos de alta intensidade;
- Tabagismo;
- Obesidade;
- Doenças do colágeno;
- Gravidez, por aumentar o volume abdominal;
- Tosse persistente e crônica.
Esse tipo de hérnia geralmente é indolor, mas alguns pacientes podem sentir dor ao realizar esforço físico. Em ambos os casos, a cirurgia de hérnia umbilical é o único tratamento eficaz para resolver a condição.
Saiba como funciona e conheça os detalhes do procedimento a seguir.
Saiba como é realizada a cirurgia de hérnia umbilical e o que esperar do procedimento!
Em que casos a cirurgia de hérnia umbilical é indicada?
A cirurgia de hérnia umbilical é a única forma de tratamento possível para solucionar o abaulamento na região do umbigo. Quando diagnosticada, o paciente deve discutir com o médico especialista em hérnia abdominal as melhores opções quanto ao momento ideal para realizar a cirurgia.
Nos casos de hérnias pequenas e que não causam sintomas, a cirurgia de hérnia umbilical pode ser discutida ou postergada. Quando existem sintomas de desconforto no local, tanto estético quanto de dor, o procedimento geralmente deve ser programado para resolver a queixa e evitar complicações. Já quando a hérnia umbilical fica encarcerada ou estrangulada, condições em que o conteúdo extravasado fica preso no orifício herniário e interrompe o fluxo sanguíneo para a região, a cirurgia de hérnia umbilical deve ser feita em caráter de urgência.
Cirurgia de hérnia umbilical: como é realizada?
A cirurgia de hérnia umbilical, também chamada de hernioplastia ou herniorrafia, é considerada de baixa complexidade e pode ser feita de maneira aberta tradicional ou por técnicas minimamente invasivas.
A cirurgia aberta é feita com uma incisão na região umbilical para o cirurgião reposicionar o conteúdo extravasado de volta à cavidade abdominal. O orifício herniário é suturado e pode ou não ser reforçado com a colocação de uma tela cirúrgica para diminuir a chance de recidivas.
A cirurgia por videolaparoscopia é um método pouco invasivo, que utiliza três pequenas incisões para introduzir os instrumentos cirúrgicos e uma microcâmera. Guiado pelas imagens transmitidas para um monitor, o cirurgião corrige o defeito na parede abdominal, geralmente colocando a tela cirúrgica para reforçar a parede abdominal.
A cirurgia de hérnia umbilical também pode ser executada por um robô, que é controlado pelo cirurgião, um procedimento moderno e minimamente invasivo.
Cuidados no pós-operatório
O pós-operatório da cirurgia de hérnia umbilical é relativamente tranquilo e varia de acordo com a técnica utilizada e a complexidade do caso. No geral, o paciente recebe alta hospitalar em 12 a 36 horas e deve seguir alguns cuidados básicos para garantir uma boa recuperação, como:
- Manter repouso relativo na primeira semana após o procedimento;
- Evitar carregar objetos pesados ou praticar exercícios físicos mais intensos nos primeiros 45 dias para não forçar a região operada;
- Cuidar da região dos curativos, deixando-a limpa e seca, e, caso seja notada a presença de sangramentos ou secreção purulenta no local, é recomendado procurar atendimento médico;
- Adotar uma alimentação rica em fibras para facilitar o funcionamento do intestino;
- Tomar toda a medicação prescrita para aliviar possíveis sintomas de dor e desconforto abdominal.
Geralmente, as atividades de rotina podem ser retomadas depois de uma a duas semanas da cirurgia de hérnia umbilical.
Benefícios da cirurgia de hérnia umbilical
O tratamento cirúrgico da hérnia umbilical é o único meio efetivo para corrigir o problema, além de trazer outros benefícios ao paciente, como:
- Prevenção de complicações decorrentes da hérnia umbilical — por exemplo, casos de hérnia encarcerada e estrangulada;
- Alívio da dor e outros sintomas da hérnia umbilical;
- Resolução do abaulamento na região;
- Tratamento seguro e com baixo risco de complicações pós-operatórias, principalmente se a cirurgia de hérnia umbilical for realizada por meio de técnicas minimamente invasivas.
Descubra os benefícios da cirurgia de hérnia umbilical e como se preparar!
Há possíveis riscos?
Assim como toda intervenção cirúrgica, a cirurgia de hérnia umbilical apresenta alguns riscos, que incluem:
- Sangramento;
- Infecções;
- Formação de hematomas e equimoses;
- Acúmulo de líquido (seroma);
- Lesões em órgãos internos.
Todos esses riscos são minimizados quando a cirurgia é executada por um profissional experiente e qualificado e também quando os cuidados pós-operatórios são seguidos à risca pelo paciente.
Qual médico realiza a cirurgia de hérnia umbilical?
A cirurgia para corrigir a hérnia umbilical e outros tipos de hérnias abdominais pode ser realizada por um cirurgião geral ou cirurgião do aparelho digestivo, com conhecimento das principais técnicas, inclusive minimamente invasivas.
O Dr. Bruno Hernani é cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo, além de possuir o título de especialista em Cirurgia Videolaparoscópica e certificação em Cirurgia Robótica.
Caso tenha alguma dúvida ou deseja saber mais sobre o tratamento, agende uma consulta com o Dr. Bruno Hernani.
Fontes:

